Eu sei, eu sei, faz dias que não escrevo. Mas ando tendo pouco tempo pra isso, tenho me dedicado ao trabalho e estudos.

Bom, isso era uma das minhas resoluções possíveis de Ano Novo, então, tenho feito. Só que ando me estressando porque meu trabalho não combina comigo.

Explico: já falei várias vezes que eu não me sinto uma mulher completa, tenho um jeito um pouco de criança, a forma do rosto, sei lá. Isso faz com que as pessoas me tratem como tal.

Na minha turma, eu era sempre a última a ser vista pelos caras, minhas amigas já tinham corpão de mulher e eu não tinha e nem agia para que assim pensassem. Não me importava, me sentia feliz como eu era.

Hoje não, talvez por ter crescido e amadurecido, e querer ser mais mulher… mulherão. Mas acho que não tenho conseguido. Alguns clientes meus acham que sou idiota #fato.

Não aconteceu nem uma nem duas vezes, mas incontáveis desde que abri o escritório (não faz um ano). O cliente vem até aqui, eu dou toda a explicação necessária, sou atenciosa, tento ser o mais confiável possível já que pra mim é requisito básico na minha profissão.

Aí o cliente vai embora.

Aí o cliente volta no outro dia…

…todo feliz, e então aceita tudo o que eu disse anteriormente. Esse milagre se deve ao fato deles não terem confiado em mim de primeira. Ok, acontece. Até que todos, sem exceção, acabam me confessando que me achavam muito nova, que eu não teria condições de ter tal segurança que demonstrava, pela minha provável inexperiência.

Eles procuram outros advogados, que talvez não sejam tão atenciosos, mas dão exatamente a mesma explicação que dei. Provavel que, sem muita riqueza nos detalhes, então eles voltam de braços abertos, e me escolhem.

E eu trabalho pra eles, dou o melhor de mim, ainda me questionando desde quando rugas são sinais de capacidade, competência, sabedoria? A juventude é ótima, mas infelizmente, desacreditada demais.

É triste ir no Fórum, ser tratada como estagiária e ouvir elogios pra minha chefe. Deveria ficar feliz já que tais elogios são verdadeiramente pra mim, mas me entristeço por ser tratada de forma tão medíocre.

Ossos do ofício.

Tudo isso enquanto você está aí pensando em colocar botox. Ah, se esses não tão jovens soubessem…


Todos que me conhecem realmente sabem que tenho um outro eu que mora na Bahia, conhecida como Ana Gouvêa.

A internet tem sido ótima com a gente, a Claro e a Tim também, pois diminuem um pouco desses 3000km que nos separam, e mesmo assim não é suficiente.

Se uma quer presentear a outra, precisamos dos correios, e é aí que começa a sacanagem toda. Primeiramente eu, Tônia Werste, está numa escassez de maquiLagens, precisando renovar o estoque, então a Ana resolve me presentear com uma make.

Problema 2

Tem noção? A make estava aqui, pertinho de mim… e foi embora assim, sem dizer adeus, devolvida porque supostamente havia algo errado no endereço. MAS NÃO HÁ!

Ok, como retribuição, resolvi dar pra Ana um chip da TIM, para podermos conversar de forma mais barata, trocar sms, e por aí vai. Eis que recebo um e-mail:

Problema 1

Ok². A Ana também vai me emprestar um livro, que estava com uma amiga dela em São Paulo. Tal amiga postou pra mim o livro, sem problema algum… eu acreditava:

Problema 3

Sem contar que compramos celular e eles nem sequer aparecem no site como produto enviado…

E tudo, tudo, tudo isso, em menos de um mês. Só posso acreditar que o problema é pessoal comigo, que sou a Ana.

Seria trágico se não fosse cômico!


Resolvi fazer uma pesquisa egocentrica, perguntei pra alguns conhecidos o que eles achavam de mim e como respostas, só maravilhas e outros diziam ‘ah, tem tanta coisa…’. Então, preferi fazer com desconhecidos.

Acredito que algumas horinhas de cara-de-pau poderiam me economizar horas na cadeira de um psiquiatra. Das concepções negativas que tive é que sou uma metida a intelectual, outros simplesmente que era uma babaca ou uma louca qualquer. Resumi bem, pois não foram exatamente essas as palavras.

Das concepções positivas, tive que aparentava ser uma pessoa alegre, que gostava de levar alegria, que provavelmente trabalhava com crianças, era sonhadora com uma aura (adoro quando as pessoas se puxam) bonita e que meus olhos irradiavam (seja lá o que a pessoa quis dizer com isso).

Foi bom saber, tanto o lado bom quanto o ruim. Se eu tivesse grana, com toda certeza eu faria análise com um profissional, mas cansei de ter crises e mais crises de ansiedade, passar mal, ter dores físicas por causa do meu psicológico.

Eu precisei me ajudar e nem que pra isso precisasse passar por essa babaca que acreditaram que eu fosse. Caetano tem razão: Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que  é.

Não sou metida a intelectual, acho. Eu gosto de ler porque quando era criança tinha o hábito da leitura. Hoje leio muito, muito, muito, infelizmente, pouquíssimo do que realmente quero, mas leio quase o tempo inteiro. E como gosto de saber de tudo um pouco, normalmente tenho assunto com as pessoas e, normalmente quando dou minha opinião num assunto que não estou convicta, é pra saber se há opinião contrária. Sei lá, é uma forma de aprender.

O babaca acredito que é justamente por eu ser cara-de-pau ou por ser extrovertida. Isso pode beirar uma infantilidade em algum momento, mas faz parte, ao menos não faço coisas com intenção de ser infantil.

Levo meu trabalho a sério, estudo bastante, pesquiso o melhor caminho. Detesto insegurança, ou melhor, detesto ser insegura e acredito que seja isso meu maior motivo das crises de ansiedade. O caso é que ninguém é perfeito, mas porque não tentar melhorar?


Estava lendo vários textos sobre educação nas escolas. Especificamente, isto na Revista Época me chamou atenção. (aconselho a leitura da matéria muito pela entrevista final).

Sabe o porquê disso tudo? Essa situação  relatada na entrevista eu tenho visto na prática e vocês não têm ideia do quanto isso ainda me magoa mesmo sendo mera expectadora das situações.

É triste ver que as crianças estão realmente despreparadas pra lidar com a diferença social, ou simplesmente com todas as diferenças.

Sou resultado de um ensino público. Não era de péssima qualidade porque deixei de aprender muita coisa por não ser uma aluna exemplar, mas ainda assim, ensino público.

Havia rixas entre turmas, eu sempre tive colegas que odiavam alguém do colégio, e sempre teve pessoas do colégio que odiavam meus colegas. Sem hipocrisia, eu não. Independente de turma, sempre me dei bem com todos e achava erradíssimo odiar pessoas, ou porque moravam no interior de Entre-Ijuís, ou por usar calça de abrigo por dentro das botas.

Meus colegas não. E muitos destes colegas foram para colégios particulares depois de um tempo, só não foram antes porque o colégio em que estudei tinha qualidade. Muitos saíram do colégio por pura e simples ‘viver de aparências’. Eu optei por fazer um curso de inglês.

Se me arrependo? Nenhum pouco. Se hoje eu tivesse um filho não teria condições financeiras de colocá-lo em um colégio particular, mas também não seria o fim do mundo. Tentaria vaga em um colégio estadual bom (que ainda existe aqui), puxaria ele em casa para não ser um aluno medíocre como talvez eu mesma fui e jamais faria com que ele se sentisse melhor ou pior.

Educação vem de casa, não adianta, mas escola é fundamental. É triste ver a violência, mas também é triste esse despreparo todo para conviver com seus semelhantes. Ainda há muito preconceito, ainda há muito despreparo para ser mãe e pai. E o mais triste disso é que os pais erram por acharem que estão fazendo o que é certo.

Faz parte do sistema.


Morte não é um final,
Prefiro acreditar que seja assim
A dor rasga o peito
E não há nada capaz de desfazê-la.
Prefiro acreditar no além
Além da vida, além da morte
Além dessa dor
Recuso a dizer "descanse em paz".
A vida tem que continuar
É preciso ter forças
E dizem que força é vital
A morte não me cala
Morte me abate e me gela
Mas não é um fim
Porque me recuso a crer
Que tudo acaba assim


Cheguei na fase em que me tapo de nojo de tudo, ou melhor, de pessoas. Não que eu seja grande exemplo de espécie humana, mas não aguento mais tanta hipocrisia.

Todo mundo é amigo, todo mundo é irmão, o mundo é lindo feito em cores… até chegar a primeira dificuldade. A culpa é distribuída, porém, ninguém efetivamente a assume.

Sabe o que mais me choca? Humanos que querem evoluir. Tais humanos são seres tão inferiores que pagam pra um ‘mestre’ auxiliá-los na evolução… até chegar a primeira dificuldade. Aí é que vemos que generosidade, humildade, nada disso é aprendido com caneta e papel, isso é só com muito exercício, é hábito, e para isso concordo com Mick Jagger: old habits die hard.

Tenho nojo, me tapo de nojo porque tenho consciência de minhas imperfeições, sei que sou impaciênte, ansiosa, mau-humorada e teimosa e sei que isso tudo pode acabar com todas as minhas razões em uma discussão, mas mesmo assim, me tapo de nojo.

Seres que se aproveitam dos outros, essa desonestidade toda, essa podridão que toma conta, esse cheiro ruim que envolve tantas mentes. Ah, eu me tapo de nojo e paro por aqui.


Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos de idade descobri a Legião Urbana. Virei fã no primeiro instante que ouvi uma música de 11 minutos (Metal contra as nuvens), aquilo era inacreditável.

Óbvio que Renato Russo já tinha morrido, nunca tive ídolos vivos, o que dá um certo ar macabro na minha vida, mas vamos lá: no Natal de 1997, quando eu tinha 10 anos, resolvi pegar uma carona com meus vizinhos e ir passar o Natal com meus avós, em Venancio Aires.

Eu não acreditava mais em papai Noel, mas também acreditava que eu não ganharia nada de presente dos meus pais, afinal, eles estavam há 500km de mim, como me entregariam algo?

Então surge minha tia com isso:

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Eu mesma tinha levado meu presente achando que eram documentos pra serem entregues pra minha tia, quando na verdade era o CD da Legião Urbana que eu tanto queria. Acredite, isso tudo só fez com que eu gostasse menos de Natal, é muita nostalgia, sou toda errada pra sentimentos, emotiva demais. Mas eu tinha o CD da Legião que eu tanto queria.

Bom, me apaixonei mais ainda, procurei todas as músicas, fiz álbum da Legião, e comecei a adolescência sabendo como ela iria terminar.

Eu gostava de músicas com letras mais politizadas, mas “algo interessante pra mim ou pro mundo” ou gostava das melodias, dos ritmos… ecleticamente legionária, fã de Renato Russo, mas nunca na vida consegui gostar de Chico Buarque.

O que ele tem a ver com a história toda?

Um dia, já eu com 14 anos, comprei um CD do Renato Russo, carreira solo, e encontro a música Gente Humilde. Foi amor à primeira vista. Como vocês devem ter deduzido, ela é do Chico Buarque mas em parceria com Vinicius de Moraes. Sempre gostei de Vinícius, nunca de Chico.

Então eu pensei: Renato Russo já usou tantas drogas e eu demorei séculos pra diferenciar o que era maconha e crack, nunca soube o que se fuma ou o que se injeta, e menos ainda o que se cheira, porque eu deveria gostar de Chico Buarque?

Jamais eu morreria de Chico Buarque, por isso descobri que ele não se resume em “A Banda” ou “Morena de Angola”. Chico não é droga que mata, Chico é nome de filho.

Não vou ser fã dele por um simples fato: não gosto de gente viva, mas sinceramente, respeito.

Se acaso me quiseres,
Sou dessas mulheres
Que só dizem "sim!",
Por uma coisa à toa,
Uma noitada boa,
Um cinema, um botequim.


Sou daquelas pessoas que um dia na adolescência decidiu, talvez por uma grande decepção ou por autodefesa mesmo, que não iria casar e jamais colocaria um filho no mundo,. Precaução é tudo na vida da pessoa.

Pois bem, nos momentos solitários tenho mania de escutar músicas em inglês e tentar traduzí-las, para estudar mesmo,  treinar, já que depois que me formei não tive mais contato com o idioma, porém, hoje uma frase me chamou atenção.

Favor, não comentar sobre meus péssimos gostos musicais.

A música,  talvez conhecida de muitos, era “Have You Ever Really Loved A Woman?” do  Bryan Adams. Gosto do ritmo, é calma, mas enfim, a parte que me refiro diz +/- isso:

E quando você puder ver seus filhos que ainda não nasceram dentro dos olhos dela você saberá que realmente ama uma mulher

Aí me perguntei se isso existe. Será mesmo que acontece? Amar e saborear isso? Sou defensora de que gostar de alguém sempre é uma coisa boa, desde que não seja de forma excessiva. Eu não consigo ver filhos na minha vida. Tenho medo.

Uma época da minha vida cogitava a possibilidade de adotar uma criança porque sempre senti raiva daquelas que diziam que quem preferia ter filho em cesárea não é tão mãe quanto quem optou pelo parto normal. Ser mãe adotiva me tornaria menos mãe? AH VÁ!  Mas também ter um filho pra provar pro mundo qualquer coisa que seja, nunca é legal.

Filhos pra mim é planejamento. Planejamento porque vou odiar não ser presente, não poder colocar para dormir e não poder ver os primeiros passos. E obrigatoriamente, a primeira palavra vai ter que ser ‘mamãe’, me recusarei a ouví-lo até assim dizer. hahaha

Tudo na vida é questão de planejamento… até o dia em que tu se apaixona, ama, e acha que a possibilidade de juntar os trapos seja uma boa ideia.

Vai de cada um de manter o foco ou deixar acontecer. Eu tenho deixado e se querem saber, está sendo bem bom!


Olá!!

Estou de mudança geral na minha vida, pra variar um pouco!! Mudando posição dos móveis, hábitos alimentares, trocando de sala, de ares, de pensamentos e tentando colocar algumas coisas em prática.

Esse blog tive a ideia há um tempo, mas resolvi pegar a ideia e transformá-la em livro (que não tem prazo pra terminar). Então, a partir de hoje, este vai ser o meu blog pessoal. Pra quem gostava do Me caiu o pão da boca pode continuar lendo aqui.

Explico: sou uma dessas pessoas desorganizadas mas que não consegue viver no meio da bagunça. Em blog pessoal eu não corrijo meus textos, eu escrevo o que vem na cabeça, mas quero agora lançar minhas ideias também com crônicas, e estas, quero que sejam corrigidas e bem-lidas.

E pra isso vou aproveitar o número de leitores que já tenho lá no mikail pra testar essa minha nova empreitada. Os contos, sigo escrevendo no Me dá um desconto, que agora também será mais seguidamente atualizado.

Se eu pegar gosto pela poesia, vão ser publicadas lá no Mikail também, mas isso realmente é incerto.

Então, cá está meu blog pessoal, que aliás, acho ele a minha cara.

Sejam todos bem-vindos!


Quando essa chuva passar, eu espero que também passe a dor que sinto em ficar ouvindo cada pingo que cai sobre o telhado da minha casa.

Eu sinto como se a solidão me apertasse os ossos.

E a vontade de fugir é mínima, pois, não tenho mais forças. Simplemente desisti dessa luta, nem que agora a única coisa que me resta é esperar.

Esperar o tempo. Aprender a esperar. Aprender.

Saber que tudo que fiz até aqui foi em vão.

Ficam minhas lágrimas, a chuva e a solidão. Fica o meu cansaço, a amargura, e a esperança pelo sol.

Que haja sol!

Vem cá

Isso são horas?

estoy aqui

Losers

É isso

Nós, os malucos, temos um lema Tudo na vida é um problema Mas nunca tente nos acalmar Pois um maluco pode surtar Os nossos planos são absurdos Tipo gritar no ouvido dos surdos Mas todo mundo que é genial Nunca é descrito como normal

Quanto a mim

faça-me sorrir